domingo, 20 de abril de 2008

Artigo "Salvem a Torre do Relógio!" - A Semiótica do Tempo na Trilogia BTTF


O amigo brasileiro e fã da trilogia Rafael Bona publicou mais um artigo relacionado com a trilogia denominado "Salvem o Relógio da Torre! A Semiótica do Tempo na Trilogia De Volta Para o Futuro".

Este artigo foi aprovado no Congresso de Comunicação da Região Sul do Brasil (Intercom Sul 2007) e irá ser apresentado na cidade de Guarapuava no estado do Paraná em 29 a 31 de Maio de 2008.

Resumo

Este artigo tem o objetivo de analisar a semiótica do “tempo” por meio do Relógio da Torre na trilogia Back to the Future, dirigida por Robert Zemeckis nos anos 1980 e início de 1990. O tempo enquanto signo possui muitos significantes na trama, pois a mesma trata de viagens temporais. Para análise utilizou-se a corrente saussuriana por meio dos estudos semióticos de Metz (2006) e dos elementos que compõe a linguagem cinematográfica propostos por Rodrigues (2002). Foram selecionadas cenas mais significativas nas quais aparecem o Relógio da Torre nos três filmes. A análise baseou-se na linguagem verbal e não verbal. Espera-se que este estudo sirva de modelo para futuras análises semióticas de filmes cinematográficos.


Análise do Objeto

Desde o começo da trama o Relógio enquanto significante passa a representar um significado de “tempo”. Ele auxilia o espectador e por vezes, as personagens, a se situarem no contexto temporal da trama. A fotografia do Relógio da Torre na mão de Marty e a namorada (parte 3) encerra também o conflito iniciado na 1ª parte da trilogia, no momento em que a senhora pede donativos para Marty e a namorada ajudarem a salvar o Relógio que é parte da história e da herança da cidade. Nota-se aí uma relação significativa entre os tempos passado, presente e futuro, os quais se impõem com força reforçando a ideia de linha temporal no qual estiveram em quase todos os momentos do filme: viajando no tempo.


Considerações finais

Este artigo teve o propósito de analisar de que forma os signos de “tempo” estão presentes na trilogia De Volta Para o Futuro, por meio do Relógio da Torre. Ele serve de proposta para novos estudos nessa área afim de contribuir para enriquecer os modelos de análise semiótica por meio da linha de narrativa cinematográfica. 

O Relógio da Torre enquanto cenário da trilogia De Volta Para o Futuro, ajuda a compor uma linha na história do filme, uma unicidade, o que a difere de muitas trilogias que não possuem continuidade. A direção de cenografia mostra-se competente nesse ponto pois todos os detalhes foram pensados na construção da Torre e sua importância temporal (o gramado em 1955, o lago em 2015...). 

De Volta Para o Futuro comprova o valor do cenário na narrativa fílmica. Ele possibilita ao espectador um contexto cronológico da história por meio dos diferentes períodos nos quais a Torre sempre tem papel importante na encenação, no tempo e na continuidade. Segundo Cardoso (2006, p. 12) “o cenário deve ser ativo, deve estabelecer constantes relações de significados com os outros signos da encenação”. (...)


Artigos completos

Poderão fazer o seu download aqui.

Podem ler o outro artigo de Rafael Bona "Uma releitura do cinema de Sergio Leone: O gênero faroeste fantasiado em Back to the Future III" de 2006 clicando aqui.

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