terça-feira, 30 de agosto de 2016

De Star Trek a Back to the Future

Se você é um daqueles fãs de ficção científica, concerteza já brincou, ou já quis ter em mãos algumas das criações de Andrew Probert. Sua imaginação deu origem a símbolos do cinema nos anos 70 e 80, como a nave Enterprise de Jornada nas Estrelas (1979) e o carro viajante do tempo DeLorean, de Back to the future (1985).


A história de Andrew como design começou ainda na infância, quando fazia desenhos futurísticos nas folhas em branco dos livros de sua mãe. Filho de pais separados, ouvia constantemente de seu padrasto que deveria largar essa ideia, que isso não traria dinheiro nem sucesso. claro que entrou por um ouvido e saiu pelo outro,a julgar pela sua carreira. (para nossa alegria)

Após cumprir o serviço militar, Andrew se mudou para Califórnia e ingressou no Art Center College of Design de Pasadena, próximo a Los Angeles. Lá, ilustração e desenvolvimento de produto foram suas matérias favoritas. Em 1978, totalmente vidrado no universo de Stars Wars, Andrew entrou em contato com Ralph Mcquarrie, designer da trilogia de George Lucas, para uma entrevista com o jornal universitário. Era a primeira semente plantada. Pouco tempo depois, ele voltou a procurar Mcquarrie em busca de uma oportunidade, e conseguiu. O ídolo virou uma espécie de padrinho de Probert na indústria cinematográfica a partir de então. Inicialmente o ainda jovem designer começou a trabalhar ao lado de Joe Johnson, outro grande nome por trás de Star Wars e da série Battlestar Galactica, onde Andrew desenvolveu a arte visual da civilização “Cylon” inspirado nos antigos guerreiros gregos.


O design do carro Delorean foi iniciado pelo californiano Rob Cobb, mas Andrew foi responsável pelo detalhamento e finalização do projeto, no qual fez o desenho final do carro, o logotipo, a capa dos quadrinhos, e várias storyboards...



Abaixo Robert Zemeckis com Andrew Probert.




No video abaixo você confere algumas contribuições de Andrew,alguns esboços e resultados finais  de seu trabalho.




Andrew Probert não foi apenas mais um designer que por acaso trabalhou em Jornada nas Estrelas. Ele foi o responsável pela atualização da Enterprise da Série Clássica para o formato que vimos no primeiro filme da série para cinema. Foi ele também o responsável pela criação visual da Enterprise-D, na Nova Geração. Entretanto, ele deixou a série logo após sua primeira temporada.


Abaixo, Andrew (direita) mostra a arte conceitual da nave Enterprise para Gregory Jein, designer de efeitos especiais em miniaturas em “Jornadas nas Estrelas”.


Originalmente, ao invés de usar um raio, Marty McFly e Doc Brown invadiriam um local onde aconteciam testes nucleares e o DeLorean aceleraria em direção à uma explosão nuclear para conseguir a energia necessária para viajar no tempo. Como seria muito cara, a adaptação para a cena final como conhecemos foi feita, mas você pode ver um vídeo com os storyboards feitos por Andrew.




Em uma entrevista feita para a Trek Brasilis em 2001, lhe foi perguntado sobre um possível Back to the future IV. (veja abaixo)



 TB - Você acredita haver esperança para um "Back to the future 4"? 


 Probert - Não sei. Fiquei impressionado por ter havido o 2 e o 3. E todos foram tão bons. Geralmente, uma seqüência não é tão boa quanto o original, mas os três filmes "De Volta para o Futuro" foram excelentes.


A partir daí o resto é história. Andrew entrou no mundo dos grandes e cravou seu nome em produções marcantes do cinema americano.

Já em 2006, mostrou que nunca parou no tempo e foi contratado para desenvolver o game Star Trek Online. E se alguém aí já jogou Spectrum Holobyte, Sega, Perpetual Entertainment ou Lucid, saiba que estava entrando no mundo de Andrew. Mais recentemente, o designer se envolveu em trabalhos para os parques temáticos da Disney, onde novamente sua imaginação deu forma a atrações com visual futurista e cheias de magia.

Hoje, já distante dos estúdios de Hollywood, ele assume que o ambiente nunca foi muito favorável, apesar de fazer o que sempre sonhou. “Por mais que eu ame fazer filmes, odeio a “politicagem” e bajulações que vinham no pacote para eu conseguir fazer meu trabalho. Nunca soube jogar o jogo deles”, (ele contou isso em entrevista para o site Trekplace).


Designer que marcou, e ainda marca, o imaginário de várias gerações !!!

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